Stephen Curry assina com a Li-Ning e redefine o mercado de tênis da NBA: o negócio que vai muito além dos calçados
Durante mais de uma década, Stephen Curry construiu uma das relações mais sólidas entre atleta e fabricante esportivo com a Under Armour. Agora, começa um novo capítulo. O astro do Golden State Warriors anunciou oficialmente uma parceria de longo prazo com a marca chinesa Li-Ning, encerrando meses de especulação após sua saída da Under Armour no fim de 2025. Mais do que um contrato de patrocínio, o acordo representa uma expansão empresarial ambiciosa para a Curry Brand.
O acordo, descrito como uma parceria de dez anos por veículos americanos, inclui tênis de basquete, vestuário esportivo, linhas casuais, expansão internacional e até uma divisão dedicada ao golfe — além de permitir que Curry recrute atletas para sua própria marca.
POR QUE A ESCOLHA DA LI-NING SURPREENDEU O MERCADO?
Nos últimos meses, Curry viveu uma espécie de “free agency dos tênis”. Depois de romper uma parceria de mais de 12 anos com a Under Armour, ele apareceu usando modelos diferentes ao longo da temporada, alimentando rumores envolvendo gigantes ocidentais e concorrentes asiáticas. A escolha pela Li-Ning, porém, segue uma lógica empresarial. Fundada pelo ex-ginasta olímpico chinês Li Ning, a empresa construiu enorme presença asiática e opera milhares de pontos de venda, tornando-se uma das gigantes globais do segmento esportivo. Para Curry, isso significa escala internacional imediata.
DA UNDER ARMOUR À CONSTRUÇÃO DE IMPÉRIO
A mudança também simboliza algo maior.Quando Curry criou a Curry Brand em 2020, o projeto ainda existia sob guarda-chuva corporativo da Under Armour. Agora, a estrutura ganha autonomia. Especialistas da indústria interpretam o movimento como tentativa de reproduzir modelos parecidos com o que aconteceu historicamente com linhas independentes lideradas por atletas — menos dependência de fabricante, mais controle sobre propriedade intelectual e expansão cultural.
O QUE A COMUNIDADE DE BASQUETE ACHOU?
As reações online mostram divisão — mas também curiosidade. Em fóruns especializados, muitos usuários enxergaram a decisão como positiva por causa da reputação técnica dos calçados da marca entre jogadores de basquete. Outros destacaram que Curry parece priorizar autonomia criativa e alcance global acima do prestígio tradicional das marcas americanas. Um comentário recorrente resume bem a percepção: muitos torcedores acreditam que Curry não procurava apenas “um novo tênis”, mas um ecossistema inteiro para crescer sua marca.
O RECADO ESCONDIDO DO NEGÓCIO
A assinatura talvez revele algo importante sobre o basquete moderno. Os maiores jogadores já não querem apenas royalties. Querem plataformas.Aos 38 anos, Curry parece estar preparando algo que sobreviva à aposentadoria. Porque, neste caso, o contrato pode durar mais que a própria carreira.

