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O C6 Fest encerrou neste domingo (24) sua edição de 2026 consolidando definitivamente o evento como um dos festivais mais sofisticados e artisticamente ambiciosos do calendário musical brasileiro. Realizado no Parque Ibirapuera, em São Paulo, o festival reuniu ao longo de quatro dias nomes históricos do rock, jazz, soul, rap, indie e música experimental, reforçando a proposta curatorial que diferencia o evento dos grandes festivais voltados exclusivamente ao mainstream pop.

O último dia foi marcado por apresentações de forte peso simbólico e musical. Um dos momentos mais aguardados da noite foi o show de Robert Plant com o projeto Saving Grace feat. Suzi Dian. Distante da grandiosidade elétrica que marcou sua trajetória no Led Zeppelin, o cantor apresentou um espetáculo intimista, mergulhado em folk britânico, blues e releituras acústicas que destacaram maturidade artística e refinamento instrumental.

Outro destaque do encerramento foi o encontro entre Os Paralamas do Sucesso e Nação Zumbi. A apresentação foi descrita pela crítica especializada como um dos pontos mais fortes desta edição ao unir rock brasileiro, maracatu, reggae e música urbana em um espetáculo carregado de energia política e memória cultural.

A banda Beirut também esteve entre os shows mais comentados do domingo. Liderado por Zach Condon, o grupo norte-americano apresentou repertório marcado por arranjos melancólicos, influências balcânicas e atmosfera cinematográfica, reforçando o caráter contemplativo e alternativo do festival.

A edição de 2026 ainda ficou marcada pela apresentação de Mano Brown no sábado (23), após a saída do cantor Dijon da programação. Brown levou ao festival um espetáculo centrado em soul, funk e black music brasileira, acompanhado de forte estética inspirada no universo do Soul Train e do projeto Boogie Naipe. A participação de Rincon Sapiência ampliou a potência urbana da apresentação, considerada por parte do público um dos shows mais autênticos do evento.

Além da programação musical, o festival reforçou em 2026 sua reputação como espaço de descoberta artística e curadoria refinada. Diferentemente dos grandes eventos dominados por tendências virais e line-ups altamente comerciais, o C6 Fest manteve foco em artistas de relevância histórica, experimentação sonora e diversidade estética.

Nas redes sociais, muitos usuários compararam o festival ao legado de eventos históricos como Free Jazz Festival e Tim Festival, especialmente pela preocupação com qualidade sonora, conforto, direção artística e mistura geracional de público.

Idealizado pela produtora Monique Gardenberg, o C6 Fest vem consolidando uma identidade própria dentro do cenário cultural brasileiro: um festival menos guiado pela lógica do hype imediato e mais comprometido com experiência musical, patrimônio artístico e escuta sofisticada. Em 2026, essa proposta voltou a se confirmar diante de um público que lotou o Parque Ibirapuera em busca não apenas de entretenimento, mas de repertório cultural e descoberta sonora.

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