Instrumental Sesc Brasil abre a temporada de 2026 celebrando o centenário de Moacir Santos

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Fotomontagem: Milena Rosa/ Divulgação

Todos os shows de março são dedicados ao maestro, com Jazzmin’s Big Band (3/3), Alexandre Vianna Trio (10/3), Mestre Negro (17/3), Andrea Ernest Dias Quarteto (24/3) e Allan Abbadia apresentando Coisas Supremas (31/3). No dia 25/3, Andrea realiza bate-papo musical sobre vida e obra do compositor, arranjador e maestro, grande referência na música instrumental, brasileira e mundial.

Em março, o Instrumental Sesc Brasil (ISB) abre a temporada de 2026 no Teatro Anchieta, no Sesc Consolação, com uma série de cinco shows dedicados ao centenário de nascimento do compositor, maestro e arranjador Moacir Santos. Nome central da música instrumental brasileira do século XX, Moacir segue influenciando diretamente a música instrumental brasileira.

Participam da homenagem a Jazzmin’s Big Band (3/3), primeira big band exclusivamente feminina do país, com o espetáculo Para Moacir; Alexandre Vianna Trio (10/3), que revisita o repertório do álbum Coisas, de Moacir Santos; o sexteto Mestre Negro, cujo nome do grupo homenageia Moacir (17/3); o quarteto da flautista e pesquisadora Andrea Ernest Dias (24/3), autora de biografia sobre o compositor, e o trombonista Allan Abbadia (31/3), que aproxima Coisas de outro álbum clássico, A Love Supreme, de John Coltrane, ambos lançados em 1965. No dia 25/3, Andrea Ernest Dias realiza bate-papo musicado sobre a vida e a obra de Moacir Santos.

Os shows são transmitidos ao vivo e ficam disponíveis no canal do Instrumental Sesc Brasil no YouTube — atualmente o maior do Sesc SP, com cerca de 330 mil inscritos e alcance internacional — ampliando o acesso à série. Moacir Santos Moacir Santos (1926 –2006) construiu uma das expressões musicais mais originais da música brasileira. Sua obra integra referências da matriz musical africana e afro-brasileira, do jazz e da música de concerto com uma escrita sofisticada, de forte identidade rítmica e desenho harmônico inventivo.

O álbum Coisas (1965), marco de sua discografia, tornou-se um divisor na história do samba-jazz e da música instrumental brasileira, apresentando temas que atravessaram décadas — entre eles “Coisa nº 5 – Nanã”, hoje um dos mais revisitados de seu repertório. Negro e pernambucano, Moacir também desenvolveu carreira nos Estados Unidos como compositor de trilhas para cinema e líder de formações instrumentais, tornando-se ponte entre diferentes universos musicais. Cem anos após seu nascimento, sua obra segue ativa, reinterpretada e expandida por novas gerações de artistas.

Celebrado oficialmente em julho, o centenário de Moacir Santos tem, assim, sua abertura simbólica em março, com uma curadoria que reafirma a vitalidade do ISB: projeto longevo, em constante atualização, que amplia o protagonismo feminino, diversifica estéticas e mantém diálogo ativo com públicos presenciais e digitais.

Difusão Multiplataforma

O Instrumental Sesc Brasil é um projeto multiplataforma que difunde a música instrumental brasileira em diferentes formatos e telas. Aos domingos, às 21h30, o SescTV exibe apresentações inéditas gravadas no Teatro Anchieta, com reapresentações ao longo da semana. Para sintonizar o canal, consulte sua operadora de TV por assinatura ou acesse sesctv.org.br/noar.

Os shows também ficam disponíveis sob demanda na plataforma e no app Sesc Digital, além de transmissões ao vivo pelo YouTube, direto do Sesc Consolação, terças-feiras, às 19h. Com acesso livre, gratuito e ampla circulação, o projeto consolida um acervo vivo da música instrumental no país.

Serviço

Instrumental Sesc Brasil – Especial Centenário de Moacir Santos

Março de 2026 | Terças, às 19h

Local: Teatro Anchieta – Sesc Consolação (Rua Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque – São Paulo – SP)

Informações: (11) 3234-3000

Ingressos: Grátis / Retirada no app

Credencial Sesc SP e na Central de Relacionamento Digital, às 12h, e nas bilheterias das unidades, às 14h, no dia da apresentação.

Transmissão ao vivo: YouTube do Instrumental Sesc Brasil

Classificação: Livre

3/3 – Jazzmin’s Big Band | Para Moacir

Primeira big band exclusivamente feminina do Brasil, a Jazzmin’s reúne 17 instrumentistas que unem jazz e música brasileira em arranjos originais e sonoridade e arranjos próprios.

No show Para Moacir, concebido especialmente para o ISB, o grupo celebra os 100 anos de Moacir Santos com releituras de sua obra e composições e integrantes do grupo.

Lis de Carvalho | Piano Acústico

Gabi Gonzalez | Guitarra

Gê Côrtes | Contrabaixo

Priscila Brigante | Bateria

Marta Ozzetti | Flauta e Flautim

Gaia Wilmer | 1º Sax Alto

Sintia Piccin | 2º Sax Alto

Mayara Almeida | 1º Sax Tenor

Taís Cavalcanti | 2º Sax Tenor

Laís Francischinelli | 1º Clarinete

Fabricia Medeiros | 2º Clarinete & Clarone

Nicolly Silva | 1º Trompete & Flugelhorn

Manuela Garcia | 2º Trompete

Cindy Borgani | 1º Trombone

Gabrielle Faustino | 2º Trombone

Tayane Sepulveda | Trompa

Carol Oliveira | Vibrafone & Percussão

10/3 – Alexandre Vianna Trio | Coisas de Moacir

O trio revisita o repertório do álbum Coisas (1965), explorando sua pulsação rítmica afro-brasileira, a liberdade do jazz e uma arquitetura harmônica característica de Moacir. O disco reelaborou a forma de pensar arranjos, improvisação e identidade musical. Liderado por Alexandre Vianna (piano, Rhodes e sintetizadores), o trio é integrado por João Benjamin (contrabaixo acústico e elétrico) e Rafael Lourenço (bateria e percussão), neste show com participações especiais de Guiza Ribeiro (guitarra) e Thomas Souza (saxofone alto).

17/3 – Mestre Negro

O sexteto revisita o universo sonoro de Moacir Santos, apontado por Nei Lopes como autor da “música popular mais sofisticada e ao mesmo tempo mais enraizada nas tradições afro-brasileiras”.No show, o grupo percorre composições do maestro em uma viagem que parte do samba-jazz e percorre caminhos profundos e introspectivos. Parte dos arranjos é assinada pelo trombonista Curt Berg, colaborador de Moacir e integrante de seu grupo nos EUA. Com Feldeman Oliveira (trombone e arranjos), Josué dos Santos (saxofone), Daniel D’Alcântara (trompete e flugelhorn), Paulo Braga (piano), Gustavo Fonseca (contrabaixo acústico) e Vinícius Teixeira (bateria).

24/3 – Andrea Ernest Dias Quarteto | Uma Roda para Moacir Santos

Concebido pela flautista e biógrafa de Moacir Santos, Andrea Ernest Dias, o espetáculo celebra o legado do maestro e dialoga com a invenção musical de nomes como Nei Lopes, Abigail Moura, Dona Ivone Lara, Letieres Leite, Paulo Moura, Claudio Santoro e Vinicius de Moraes. O repertório inclui ainda obras dedicadas a Moacir, como as de Maurício Carrilho, Alexandre Rodrigues e Sheila Smith — primeira a gravar “Nanã” em inglês, no LP Maestro (Blue Note Records, 1972), que projetou o compositor internacionalmente. Com Andrea Ernest Dias (flauta e direção musical), Pedro Carneiro Silva (piano), Miguel Dias (baixo) e Felipe Larrosa Moura (bateria).

25/3 – Bate-papo musicado com Andrea Ernest Dias

No dia seguinte à apresentação do show de Andrea Ernest, a flautista realiza encontro musical dedicado à vida e à obra de Moacir Santos. O bate-papo é gratuito e acontece às 18h, na Convivência da unidade, com entrada franca.

31/3 – Allan Abbadia apresenta Coisas Supremas

Em 2026, Moacir Santos e John Coltrane completariam 100 anos. O projeto Coisas Supremas, idealizado pelo trombonista Allan Abbadia, celebra o legado desses dois marcos da música do século 20 ao aproximar os álbuns lançados em 1965, Coisas (Moacir Santos) e A Love Supreme (John Coltrane), obras frequentemente apontadas como marcos criativos de seus autores. Com arranjos originais, o espetáculo combina polirritmia afro-brasileira, linguagem jazzística e dimensão espiritual — eixo que conecta os dois discos: em A Love Supreme, Coltrane explicita uma devoção que ajudaria a definir o spiritual jazz; em Coisas, Moacir articula a vertente musical de matriz afro-brasileira, a escrita camerística e a invenção harmônica, tornando-se referência para o samba-jazz. No palco, Abbadia reúne parceiros frequentes e nomes de destaque da cena instrumental paulistana: Alysson Bruno (percussão), Fábio Leandro (arranjos, teclado e piano), Daniel de Paula (bateria), Mauricio Pazz (guitarra e bandolim), Vanessa Ferreira (contrabaixo) e Tahyná Oliveira (flauta), com participações especiais de Juventino Dias (trompete) e Silas Prado (arranjos e sax). O show foi apresentado no Sesc Jazz em 2025, nas comemorações dos 60 anos das duas obras.

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