
Durante a COP 30, a Embrapa reforça sua visão de que a pecuária tropical — longe de ser apenas parte do problema climático — pode se tornar uma peça-chave na solução. Segundo a empresa, com adoção de tecnologias apropriadas, o setor bovino no Brasil tem potencial para reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa, gerar renda e garantir segurança alimentar.
Da teoria à prática: por que a pecuária tropical importaNo documento “Pecuária brasileira como parte da solução para as mudanças climáticas”, elaborado pela Embrapa com 18 pesquisadores, destaca-se que os sistemas de produção no clima tropical já estão prontos para evoluir.
A ideia é combinar práticas modernas — como integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), recuperação de pastagens degradadas e manejo eficiente do solo — com técnicas que capturam carbono, transformando a pecuária em um agente mitigador.
Esse modelo, segundo a Embrapa, pode gerar bem-estar para os animais, porque os sistemas tropicais oferecem condições mais amenas, e ainda manter ou até reduzir os custos de produção, quando comparados a rebanhos em regiões temperadas.
O impacto climático e econômico
Ao adotar essas tecnologias, os pecuaristas não só ajudam a frear as mudanças climáticas, como também fortalecem sua cadeia produtiva.
A Embrapa aposta que essas práticas vão valorizar a carne de origem sustentável, atrair mercados mais exigentes e fortalecer a economia rural.
Além disso, o uso de sistemas de baixo carbono pode gerar um duplo benefício: capturar mais carbono no solo e, ao mesmo tempo, reduzir a pegada de emissão da atividade pecuária.
Um compromisso de longo prazo
Essa estratégia da Embrapa, apresentada na COP 30, não é apenas técnica, mas política: a empresa quer consolidar um papel de protagonismo para a pecuária brasileira no debate climático global. Segundo a Embrapa, é preciso mostrar que é possível produzir carne, sim — mas com responsabilidade, respeito ao clima e olho no futuro.