Martinelli: do Xerém ao radar da Seleção e da Europa — o novo pivô do Fluminense em 2026

Foto/ créditos: Marcelo Gonçalves/Fluminense FC

Martinelli: do Xerém ao radar da Seleção e da Europa — o novo pivô do Fluminense em 2026

Eleito peça-chave no sistema do Fluminense nesta temporada, o volante Matheus Martinelli vem trilhando um caminho de afirmação no futebol brasileiro que já desperta olhares fora do país e até da própria seleção brasileira. Aos 24 anos, o cria de Xerém se consolidou no meio-campo tricolor e passou a figurar em radar tanto de clubes europeus quanto na lista de observação da Seleção Brasileira principal.

Revelado nas categorias de base do Fluminense, Martinelli soma quase 300 jogos pelo profissional, se firmando como um dos jogadores mais utilizados e confiáveis do elenco. O número elevado de partidas mostra não apenas regularidade, mas também a confiança que treinador e comissão técnica depositam no atleta ao longo de temporadas consecutivas.

Do Fluminense para o mundo — propostas europeias e blindagem tricolor

Segundo informações de mercado, clubes como Olympiacos (Grécia), Besiktas (Turquia) e até o West Ham (Inglaterra) enviaram propostas formais pelo volante no início da janela, todas na casa dos 12 milhões de euros (aproximadamente R$ 75 milhões). O Fluminense, porém, recusou todas essas ofertas e manifestou intenção de manter o jogador como peça fundamental pelo menos até o fim da temporada.

A postura do clube é clara: Martinelli não entra na balança como negociável, salvo em caso de oferta irrecusável — com cifras muito acima dos valores apresentados até aqui. Internamente, dirigentes cariocas chegaram a avaliar que qualquer negócio teria de girar em torno de 20 milhões de euros ou mais, refletindo a importância tática e estratégica do atleta para os planos do time.

Seleção Brasileira no horizonte

Além do burburinho no mercado externo, o desempenho de Martinelli também chamou atenção da comissão técnica da seleção. Em jogos recentes do Brasileirão 2026, o volante se destacou em partidas de alto nível, com atuação segura e personalidade, reacendendo, assim, o sonho de uma eventual convocação para a amarelinha. A presença de observadores e técnicos em confrontos importantes mostra que o seu nome já figura na conversa à beira do campo — mesmo que uma convocação efetiva ainda dependa de consistência e de um ciclo completo de jogos de alta performance.

Perfil em campo: versatilidade e consistência

Taticamente, Martinelli tem sido descrito por analistas como um volante completo: capaz de organizar a transição, proteger a defesa com leitura de jogo e ainda construir jogadas com dinamismo e precisão. Sua evolução técnica e maturidade no setor central do campo vêm sendo apontadas como motores para o sucesso tricolor dentro das competições nacionais — o que, naturalmente, atrai escutas e monitoramentos de times fora do Brasil.

Contrato e futuro no clube

O vínculo com o Fluminense está garantido até dezembro de 2027, após renovação recente que reforça a intenção do clube em blindar seu principal meio-campista no curto prazo. Esse contrato dá ao Tricolor uma posição de força nas negociações e abre margem para uma eventual saída, caso surja um projeto esportivo ou financeiro que atenda às ambições do jogador e do clube.

O que vem pela frente

Com a combinação de desempenho sólido no Brasileirão, potencial de mercado e aspirações de vestir a camisa da seleção, Martinelli vive um momento de transição estratégica: entre a consagração no clube em que se formou e o salto para plataformas maiores no futebol global. Para o Fluminense, retê-lo significa manter um pilar do elenco; para o jogador, significa equilibrar sonhos europeus e o foco em escrever sua própria história no futebol brasileiro e, quem sabe, em amarelo nas competições internacionais.

Cinthya Ramos

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